quarta-feira, 23 de junho de 2010

Fugiu-me a paz
Do coração
Já não a encontro,
Procuro-a em vão

Ausente a amada
Tudo é um jazigo,
Soçobra o mundo
Em tédio profundo.

Meu pobre senso
Se desatina,
A misera alma
Se me alucina.

Fugiu-me a paz
Do coração;
Já não a encontro,
Procuro-a em vão.

Só por ela olho
Do quarto afora,
Só por ela ando
Na rua agora.

Seu porte altivo
Ar feminino,
O seu sorriso
E olhar gentil

De sua voz
O som almejo,
Seu trato meigo,
Ai, e seu beijo!

Fugiu-me a paz
Do coração;
Já não a encontro
Procuro-a em vão.

Meu peito deseja
Por seus abraços.
Pudesse eu tê-la
Sem fim nos braços.
Ah, e beijá-la
Ter não poder
Nem que aos seus beijos
Fosse morrer.